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quinta-feira, 8 de abril de 2010

A vida ensina e o Rio de Janeiro dá aula.

Temos aqui dois véis e vou direto ao assunto.

Grande profissionalismo pois vemos tudo que está acontecendo e simplesmente a vida não pára; nada se adia. As pessoas correm, os metrôs voam e o dinheiro entra muito fácil na conta de cada um. Não acho que deveríamos parar de trabalhar, pelo contrário, todos nós precisamos de alimento, moradia e lazer.
Venho de Florianópolis, uma cidade simples cheia de cultura açoriana e magia. Lá, as pessoas cedem lugar aos idosos, param no sinal de trânsito e jogam lixo no lixo. Cidade simples com gente educada e financeiramente muito bem de vida. Não vou generalizar também, sempre tem uma excessão.
Mas e aí, pessoal, precisamos "não ter dinheiro" para ser humildes?
Porém, via de mão dupla, denovo. Ano passado com o desastre parecido com o atual, que matou muitas pessoas, percebí que praticamente O ESTADO parou. Mobilização total. Gente pobre doando o que não tem, gente rica doando o que tem e etc. As pessoas pararam durante alguns dias.

Força de vontade de um Carioca com a humildade de um manézinho da Ilha.
Você quer ser malandro e humilde também?


A vida ensina

Grande tragédia e sorte, muita sorte que existem alguns de nós preocupados com a situação. A vida não pára igual, eu sigo minha vida, mas procuro cooperar com alguma coisa. Continuo correndo, voando para alcançar o metrô, esperando ansiosamente pelo meu salário no final do mês, pois todos nós gostamos de cash no bolso. Mas por trás de toda essa correria vejo com o sensacionalismo do jornalismo e com os meus próprios olhos as pessoas sendo arrastadas com a chuva.
Amo o que faço: escrevo como hobby, faço planos de mídia por paixão e procuro viver a vida como uma cidadã que vai em busca dos seus sonhos sim e acima de tudo olha para o próximo procurando estender a mão. Propaganda a solidariedade, alías, me formei em Propaganda.
Estou triste ao ver as pessoas comentarem por aí que o Maracanãzinho foi alagado. Tudo bem, é só um comentário. Acontece que a população não atingida, os RICOS, fazem questão de assumir no peito essa grande tristeza de não ver o "mengão" jogar. Como se fosse algo mais importante que o caos que já matou 150 pessoas.
Ora, eu teria 150 motivos pra falar que isso é hipocrisia. Vou falar alguns, pois tenho que trabalhar.
Seria o momento de nos preocuparmos com um time de futebol? Ou seria a hora de vestirmos a camisa pelo próximo e ajudar com 1%? Que seja 1%.. 1% do seu salário ou 1% das compras mensais de alimento. Tenho certeza que chegaríamos à no mínimo 1 milhão de reais, 1 milhão de barrigas "cheias" ou pelo menos satisfeitas. Ainda, acredito que conseguiríamos arrancar 1 milhão de sorrisos de muitas pessoas tristes que recomeçarão suas vidas novamente.

E o Rio de Janeiro continua lindo, pelo menos pra mim.

Camila Cursino Rodrigues.

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